A RioFilme disponibiliza o livro digital “RioFilme: o cinema carioca na lente da história”

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da RioFilme, disponibiliza gratuitamente nesta terça-feira (22/12) a versão digital do livro RioFilme: o cinema carioca na lente da história, sobre a história dos importantes e glamorosos cinemas de rua da cidade do Rio de Janeiro que marcaram o comércio cinematográfico nas três primeiras décadas do século XX.

O livro é fruto de um projeto cultural e educacional da RioFilme, produzido durante a pandemia de Covid-19. Semanalmente, episódios foram publicados nas principais plataformas digitais da empresa, contando em texto, fotos, entrevistas exclusivas e vídeos, histórias sobre os primeiros palácios de cinema, da Rua do Ouvidor à Cinelândia, e da Belle Époque à Broadway do Rio. O trabalho mostra ainda a transformação impactante do filme mudo ao sonoro, e as trajetórias do Cinema Parisiense,  do italiano Jácomo Staffa, e do  Cine Alhambra, do espanhol Francisco Serrador.

Na Rua do Ouvidor, fim do século XIX, a primeira sessão de cinema do Brasil

Em cada página do livro, uma experiência marcante de um passado vibrante da cidade maravilhosa e de suas icônicas salas de exibição, de 1907 a 1932.   A história do cinema no Brasil não se conta sem uma referência obrigatória ao Rio de Janeiro, pois foi aqui, no fim do século XIX, a primeira sessão de imagens em movimento, a primeira sala fixa de cinema, como também os primeiros palácios cinematográficos.

-Desde outubro de 2019, estava em minha mente o resgate do início dos movimentos cinéfilos cariocas. Afinal, jogar luz sobre eles é garantir o exercício de fomento ao cinema carioca e fortalecer a sua influência em âmbito nacional –  disse o presidente da RioFilme, Cesar Miranda Ribeiro.

Durante o trabalho de pesquisa, foram registradas participações especiais e revelações surpreendentes, como a da arquiteta Rita de Cássia Silva, que restaurou o espaço do Cine Ideal e descobriu no seu interior a cúpula assinada por Gustave Eiffel, engenheiro francês que construiu a Torre Eiffel. Assim como o relato emocionante da senhora Neyde Brilho Cruz, relembrando passagens marcantes do seu avô, João Cruz, fundador do Cinema Íris, o mais antigo e ainda em funcionamento no Centro do Rio.

O objetivo da RioFilme é que o acesso gratuito ao livro seja o ingresso para uma viagem no tempo a uma cidade que poucos conhecem. E que a publicação incentive novos apaixonados pela sétima arte a valorizarem o passado, preservando a memória para as futuras gerações.

 

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