Fundada em 1992, a RioFilme desempenhou papel fundamental na revitalização do Cinema Brasileiro ao interromper um período de reduzida atuação da atividade cinematográfica, que tendia à extinção com o fim da Embrafilme e a interrupção do investimento em projetos audiovisuais no Brasil dos anos 1990.  Assumiu, assim, a tarefa de comercializar e promover o acesso ao cinema brasileiro, e deu o passo inicial para o fortalecimento da produção nacional para que, 25 anos depois, a consolidação da cadeia produtiva do audiovisual permita classificar esta atividade econômica como uma das mais promissoras e sustentáveis no panorama de indústria, comércio e serviços no país.

Com a entrada em vigor da Lei do Audiovisual, em 1993, e o surgimento da ANCINE, em 2001, foi reestimulado o interesse de outras distribuidoras em filmes brasileiros.  A produção cinematográfica nacional retomou seu ciclo virtuoso. Como efeito, o investimento na produção e distribuição de longa-metragens tornou-se mais frequente. A crescente atratividade do setor motivou a diversificação de fontes de recursos de agentes públicos e privados capazes de reconhecer novas oportunidades de investimento em todos os elos da cadeia produtiva.

A RioFilme se tornou ao longo dos anos um desses agentes de apoio ao crescimento da indústria audiovisual no Brasil. Transformou-se, desde o seu surgimento, do vazio da distribuição de projetos de longa-metragem – quando distribuí-los significava transportá-los em rolos para as salas de cinema e circular fitas analógicas feito mercadoria para o consumo doméstico – à realizadora, além dos aportes em distribuição, de investimentos de alto valor agregado. Entre 1992 e 2017 a RioFilme investiu em mais de 800 projetos, incluindo longas, médias, curtas, webséries, séries de TV, jogos eletrônicos, cinemas populares, cursos de capacitação, ações locais, festivais e eventos setoriais.

Seguiu na direção dos desafios e das oportunidades em seu campo de atuação ao lançar a Rede de Cinemas CineCarioca (com o primeiro cinema de alto padrão tecnológico em uma favela na América Latina), os editais de digitalização de cinemas, games, a parceria inédita com YouTube, e ainda demostrou agilidade e pioneirismo no momento em que a Lei 12.485/2011 abriu novas oportunidades para a produção independente brasileira na TV por assinatura, e coproduziu 20 obras seriadas que, além de alavancar empresas cariocas, atraíram para o Rio de Janeiro recursos financeiras que canais e programadoras de TV distribuiriam para outros polos regionais.

Além dos investimentos diretos e seletivos, a  RioFilme também é cotista e gestora do Funcine Rio 1, fundo de investimentos para o qual atraiu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência de Fomento do Estado do Rio (AgeRio) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), montando carteira de projetos de produção e distribuição de seis longas-metragens, uma série de animação para TV, três cinemas, além de um projeto de infra-estrutura de pós-produção, com um patrimônio líquido médio dos últimos doze meses calculado em R$ 18,1 milhões.

Compõe ainda a estrutura da RioFilme a operação da Rio Film Commission*, escritório oficial do Rio de Janeiro para apoio à produção de conteúdo audiovisual, focado em manter o Rio de Janeiro uma região preparada e atraente para abrigar filmagens nacionais e internacionais, e dedicado à promoção do setor audiovisual da cidade junto a parceiros de todo o mundo. Em sua atividade, a Rio Film Commission presta atendimento a produtores brasileiros e estrangeiros

Além do retorno financeiro das operações comerciais e da atração de investimentos de outras fontes, a atuação da RioFilme gera benefícios indiretos para a cidade do Rio de Janeiro: maior volume de impostos recolhidos, fomento à criação de propriedade intelectual carioca, estímulo à qualidade artística da produção local, expansão e aprimoramento dos serviços correlatos oferecidos no Rio de Janeiro, atração de novos grupos econômicos e empreendedores individuais, entre outros aspectos.

Diante deste novo quadro, desde 2017 a RioFilme decidiu retornar seu foco à distribuição de filmes, iniciando esta nova fase com um filme emblemático: ‘Encantados’, da premiada Tizuka Yamasaki. Que venham novos desafios.

Conheça a estrutura